segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Medidas anunciadas pelo Governo, um brutal ataque aos trabalhadores, ao povo e ao País - Nota da Comissão Política do Comité Central do PCP

1. O anúncio pelo Governo de um novo pacote de medidas constitui um grave passo na brutal escalada que PS e PSD têm em curso - com o apoio dos grandes grupos económicos e do capital financeiro, a cumplicidade do CDS-PP e o patrocínio do Presidente da República – para a pretexto da crise e em nome dos “mercados financeiros”, aumentar a exploração, liquidar direitos e favorecer a acumulação capitalista.
Um anúncio feito três meses depois do último pacote de “austeridade” cujo impacto, para além do dramático rasto social de perda de rendimentos, desemprego e pobreza, se tem traduzido em mais crise económica com o aumento da dependência e dívida externas, bem como do défice das contas públicas a pretexto do qual foram impostas.
Um anúncio que, a partir de uma política e de um governo amarrados à gula insaciável dos lucros dos grupos económicos e financeiros e às suas pressões, deixa antever a tentativa de imposição de mais sacrifícios, de novas medidas de “austeridade, como se tem verificado em Portugal e na Europa, no quadro da actual crise do capitalismo.
2. O verdadeiro roubo aos rendimentos dos trabalhadores e às suas condições de vida agora apresentado, foi minuciosamente preparado e enquadrado numa colossal operação política e ideológica para o procurar justificar. Uma operação que, ao longo de semanas, PS e PSD alimentaram com base em falsas divergências a propósito da despesa pública e dos impostos; uma operação que os analistas e “economistas” de serviço sustentaram na base das alegadas reacções dos “mercados financeiros” e da “credibilidade” do país perante a agiotagem das agências de notação e dos grandes bancos europeus; uma operação encenada pela dramatização, ameaça e chantagem sobre o país desencadeada pelo primeiro-ministro a propósito das consequências da não aprovação do Orçamento de Estado; uma operação que contou com a solícita cooperação do Presidente da República para, em nome da crise política, juntar à utilidade dos seus objectivos eleitorais, um intervenção essencialmente destinada a promover a aprovação de um Orçamento de Estado ruinoso para o país e a conceder o pretexto para o PSD o viabilizar; uma operação que os principais órgãos de comunicação social ampliaram sobre a alegada insolvência do país e a entrada de instituições internacionais para lhe “pôr ordem”.

3. Comandado pelo interesse do grande capital, o chamado “PEC 3”, que o grande patronato se apressou a aplaudir, constitui uma decisão premeditada de amarrar o país a esses mesmos interesses, num rumo sem saída que, a não ser impedido, compromete o futuro e a soberania nacionais e arrasta para a pobreza os trabalhadores e o povo português. Traindo o país e os portugueses o que agora está anunciado é, não apenas mais um obediente cedência ao que a União Europeia, a OCDE, a chanceler Merkel e o directório das grandes potências exigiam, mas também um inqualificável acto de substituição pela mão do Governo do PS (a exemplo do que o Governo de Mário Soares fizera no fim da década de 70 para justificar a liquidação de conquistas sociais) das receitas que o Fundo Monetário Internacional, e os poderosos interesses do capital financeiro que sob a sua capa operam, ambicionavam impor.

4. A Comissão Política do Comité Central do PCP alerta para o facto das medidas de enquadramento do Orçamento de Estado para 2011, algumas das quais já com aplicação este ano, constituírem um novo e agravado roubo nos salários dos trabalhadores e um atentado aos níveis de protecção social e de garantia de subsistência de centenas de milhares de famílias.
Com uma marca de classe incontornável, o que agora se anuncia, visa fazer pagar aos trabalhadores, aos reformados e pensionistas, aos pequenos e médios empresários, às novas gerações a factura da política de direita – incluindo os milhares de milhões de euros públicos entregues à banca, seja em operações de “salvamento” como no BPN, seja no pagamento de juros da dívida pública alvo de uma brutal especulação alimentada pela União Europeia – mantendo intocáveis e protegidos os interesses dos grandes grupos económicos e do capital financeiro. O que agora se anuncia comporta a tentativa de tornar natural e aceitável uma política de baixos salários e o retrocesso social.
Ataque aos salários e remunerações enquanto elemento essencial para o aumento da exploração que dirigido aos trabalhadores da Administração Pública (com cortes que poderão atingir os 10%), visa atingir todos os outros trabalhadores, como já é possível verificar pela admissão do não cumprimento do acordo com vista ao aumento do salário mínimo nacional e pela declarações do patronato sobre a intenção de seguirem o exemplo dado pelo Governo.
Ataque à protecção social com novos cortes em subsídios como o do abono de família (atingindo cerca de um milhão e quinhentas mil famílias) ou de inserção social, com o congelamento do valor das reformas e pensões (atingindo três milhões e quinhentas mil pessoas), na redução da comparticipação nas despesas de saúde e nos medicamentos.
Ataque ao poder de compra da população, não apenas pela redução dos rendimentos dos trabalhadores, mas também por um novo aumento do IVA de 21 para 23% e a chamada racionalização da tabela do IVA destinada a uma reclassificação da incidência deste imposto em vários produtos (o que significa passar produtos hoje taxados pelo IVA a 6 e 13% para escalões superiores) e pelo aumento de preços que a alteração deste imposto, o aumento das custas judiciais e outras taxas do Estado e os cortes das indemnizações compensatórias às empresas de transportes, induzirão.
Ataque ao emprego e aos direitos dos trabalhadores com o anunciado corte de contratos na Administração Pública e o congelamento de admissões que, para lá do comprometimento das funções públicas – na saúde, na educação –, constituirá um agravamento dos níveis de desemprego.
Ataque à sobrevivência de milhares de pequenas e médias empresas pela retracção do investimento público – com o anúncio do congelamento de todos os investimentos até ao final do ano e um novo e acentuado corte no PIDDAC para 2011 –, tão mais acentuado quanto, ao golpe no investimento público, se adicionará o roubo de mais trezentos milhões de euros às autarquias locais e a inevitável contracção do mercado interno.
Ataque à sustentabilidade da segurança social com a negociata que envolve a transferência do fundo de pensões do grupo PT para o Estado – operação que, iludindo contabilisticamente o défice, acrescenta novos custos para o Estado no futuro muito para lá do valor agora envolvido, e liberta este grupo privado dos compromissos que deve aos seus trabalhadores.

5. O PCP denúncia que, a par de mais e insuportáveis sacrifícios impostos aos trabalhadores, PS e PSD preparam-se para manter intocáveis os privilégios e as condições de acumulação do lucro pelos principais grupos económicos e financeiros, como se pode verificar nos resultados apresentados no primeiro semestre de 2010 (17 dos principais grupos económicos nacionais alcançaram mais de 3.000 milhões de euros de lucros).
Com mais de 90% da factura dirigida aos trabalhadores – alvos directos quer das medidas de aumento da receita ( 1700 milhões de euros), quer do corte na despesa (3420 milhões de euros) – o grande capital vê, uma vez mais, os seus interesses acautelados pela mão servil do Governo. Preciso, até ao pormenor, sobre as medidas dirigidas contra os trabalhadores, o Governo mantém uma vaga formulação sobre um hipotética taxa adicional sobre o passivo dos bancos e a alusão de que se tratará de medida semelhante à adoptada em alguns outros países europeus. Alusão que significará que o que a banca possa vir a pagar, em qualquer circunstância um valor residual, reverterá para um fundo de estabilização a favor da própria banca e que, como as principais instituições financeiras já se encarregaram de divulgar, farão repercutir sobre os seus clientes.

6. Somando crise à crise, estas medidas – na continuidade da mesma política de direita que nos conduziu à actual situação – não só não resolverão nenhum dos problemas com que o país está confrontado, como constituirão factor de agravamento. Medidas e orientações que conduzirão o país à estagnação e recessão económicas, a mais desemprego e injustiças sociais, a mais dependência e ao aumento dos défices estruturais. Longe de “acalmar os mercados”, como alguns justificam – em rigor os especuladores e outros responsáveis pela actual crise –, estas opções só acrescentarão mais vulnerabilidade e mais exposição à voragem do capital transnacional e aos interesses das principais potências europeias.

7. O PCP chama a atenção de que aquilo que se pretende apresentar como inevitável é, no fundo, a mesma opção de sempre, uma opção determinada pelos interesses de classe que PS, PSD e CDS-PP há muito prosseguem. Uma opção que tem cavado injustiças e desigualdades e que é responsável pelo atraso e dependência do país. Uma opção que impõe a urgência cada vez maior de uma ruptura com a política de direita e de uma mudança na vida política nacional.
O PCP reafirma que há um outro rumo e um outro caminho para responder aos problemas com que o país se confronta e dar-lhe solução. Um rumo que enfrente as pressões do capital e não soçobre perante a ingerência externa. Um rumo que imponha uma política fiscal orientada para ir buscar recursos ao inesgotável cofre de lucros construídos sobre a especulação financeira, a usura das taxas de juro e a cada vez mais intensa exploração do trabalho. Um rumo que defenda e dinamize a produção nacional e a aparelho produtivo enquanto condição para aumentar a riqueza nacional, desenvolver as exportações, reduzir as importações, diminuir o défice e o endividamento externos. Um rumo que aposte na valorização dos salários (desde logo o salário mínimo nacional cumprindo o acordo estabelecido e aumentando o seu valor para 600 euros em 2013) e pensões e no investimento público enquanto factor de dinamização económica e de garantia da protecção social indispensáveis para dinamizar o mercado interno, garantir a subsistência das pequenas e média empresas, combater o desemprego. Um rumo que contraponha ao declínio económico e retrocesso social que a política de direita semeou, a concretização de uma outra política, patriótica e de esquerda, indispensável à construção de um país desenvolvido, de progresso e soberano.

8. Contrariando falsas inevitabilidades destinadas a ampliar descrenças e fatalismos, o PCP salienta a importância da ampliação da resistência e do desenvolvimento da luta em todas as empresas e sectores para impedir a concretização desta nova declaração de guerra aos trabalhadores e sublinha o valor maior que a greve geral convocada pela CGTP-IN para 24 de Novembro assume – no seguimento das importantes jornadas de luta como a que se realizou a 29 de Setembro – enquanto uma poderosa e necessária afirmação de protesto e indignação, mas também de exigência de uma outra política. Uma greve geral que, inserindo-se numa vasta corrente de luta, conta e contará com a intervenção empenhada dos militantes comunistas, contribuindo para que aí possa convergir, todo o descontentamento e exigência de mudança que a actual situação comporta.

9. O PCP, intensificará a sua acção de esclarecimento e mobilização, realizando já a partir do próximo dia 8 de Outubro uma jornada nacional de contacto com os trabalhadores e a população, onde a par da denúncia da brutal ofensiva do Governo PS, afirmará uma vez mais as suas propostas, o seu projecto alternativo para o país.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mais impostos e menos salários - PEC III agrava o ataque aos trabalhadores

Face ao novo conjunto de medidas gravosas para os trabalhadores anunciadas pelo Governo, divulgamos um estudo do economista Eugénio Rosa que ajuda a perceber algumas das suas graves consequências.

Relator da Comissão dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas recebeu, ontem dia 29 de Setembro de 2010, Vítor Silva e Hélio Sales, sindicalistas do SABCES/Açores

Dando cumprimento às regras da Assembleia da Republica, o Relator da Comissão dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas recebeu, ontem dia 29 de Setembro de 2010, Vítor Silva e Hélio Sales, sindicalistas do SABCES/Açores e primeiros subscritores da Petição “Contra as alterações ao do Acordo Laboral da Base das Lajes e pela introdução de medidas que defendam os direitos e interesses dos trabalhadores da Base das Lajes”.
Esta iniciativa promovida por esta estrutura sindical e que conta com cerca de 4500 assinaturas, obriga à audição dos subscritores e à discussão da mesma no Plenário da Assembleia da Republica.
A audição, para além do relator, contou ainda com a presença de deputados do PSD, BE e PCP, que fizeram questão de participar.
Os subscritores procuraram demonstrar a incompetência dos representantes portugueses na negociação e no erro crasso em que se traduziu o resultado final, que se limitou a legalizar o incumprimento do Acordo Laboral por parte dos Estados Unidos desde de 1999, até 2009.
Os dois sindicalistas apresentaram propostas concretas para que o Parlamento Nacional possa corrigir, o que por desconhecimento, incapacidade e ou incompetência não foi feito anteriormente.
Esta Petição dará oportunidade às forças politicas de apresentarem as propostas que ficaram de apresentar na Assembleia da Republica sobre a situação Laboral da Base das Lajes.






segunda-feira, 28 de junho de 2010

8 DE JULHO - DIA NACIONAL DE PROTESTO E LUTA

OS TRABALHADORES DOS SECTORES PÚBLICO E PRIVADO

VÃO CONTINUAR O SEU PROTESTO E A SUA LUTA

CONTRA O CONGELAMENTO DOS SALÁRIOS

E DAS PENSÕES, A REDUÇÃO DAS PRESTAÇÕES SOCIAIS

E EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Depois da gigantesca manifestação nacional de 29 de Maio ninguém pode ter dúvidas de que os trabalhadores estão unidos e em luta.

Em luta contra o PEC e todas as medidas que aumentam impostos, cortam salários e baixam prestações sociais.
PS e PSD acordam roubar salários dos trabalhadores, recusam ir buscar o dinheiro a quem o tem e seguem cegamente os ditames da União Europeia e do grande capital.
E, ao que tudo indica não fica por aqui. Temos de continuar a lutar contra estes ataques e outros, que não estando concretizados já têm vindo a lume, como o despedimento sem justa causa, o aumento da precariedade ou o saque aos subsídios de Natal e de férias.
Os trabalhadores não podem continuar a pagar, a ficar cada vez mais pobres para os ricos serem cada vez mais ricos – veja-se os mais de 400 milhões entregues à banca, dinheiro nosso entregue a fundo perdido!
A luta é a forma de quem trabalha mostrar o seu descontentamento e indignação.
No próximo dia 8 de Julho vamos relembrar o Governo, o PS, o PSD, patrões e todos aqueles que defendem piorar as nossas condições de vida e degradar o nosso país de que estamos em luta.
Vamos deixar claro que não aceitamos estas medidas e que vamos desenvolver todas as formas de luta que temos contra estas políticas.
O país não sai da crise enquanto persistirem os ataques aos trabalhadores.
No dia 8 vamos deixar um sinal de que a nossa luta não vai parar.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A mudança de escalão para quem completou o tempo entre 1 de Janeiro e 1 de Março de 2008 é um direito reconhecido pelo Supremo Tribunal Administrativo

O Supremo Tribunal Administrativo, por Acórdão datado de 26 de Maio de 2010, veio reconhecer o direito a mudança de escalão a uma trabalhadora que perfez o respectivo módulo de tempo entre 1 de Janeiro e 1 de Março de 2008.

Esta decisão vem corroborar o entendimento que, desde sempre, o nosso Sindicato perfilhou sobre esta matéria.

Qualquer sócio que se encontre em circunstâncias idênticas e que ainda não o tenha feito, deverá de imediato contactar o Sindicato para que sejam accionadas as diligências necessárias ao reconhecimento desse direito.

DESEMPREGO AUMENTA MAS APOIO AOS DESEMPREGADOS DIMINUIU, DESTRUIÇÃO DE EMPREGO CONTINUA, E NOS ÚLTIMOS 4 MESES FORAM ELIMINADOS 185.705 DESEMPREGADOS DOS FICHEIROS DOS CENTROS DE EMPREGO QUE O IEFP CONTINUA A RECUSAR EXPLICAR

Eugénio Rosa


Neste estudo analiso algunas aspectos associados ao aumento do desemprego em Portugal como sejam a diferença entre a taxa oficial de desemprego e a taxa efectiva mais proxima do desemprego real; a redução do apoio aos desempregados traduzida na diminuição do numero de desempregados a receber subsidio; e a continuação da destruição de emprego em Portugal, utilizando para isso os últimos dados publicados pelo INE e pelo MTSS.
Também analiso o desemprego registado, como se chega aos numeros que o IEFP publica mensalmente, dados estes que foram utilizados por Sócrates na entrevista que deu à RTP em 18.5.2010 para desvalorizar a agravidade do desemprego revelada pelos dados do INE.




domingo, 30 de maio de 2010

A LUTA É A RESPOSTA - SAUDAÇÃO AOS TRABALHADORES

O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores saúda todos os trabalhadores, mais de 300 mil, pela grande participação na Manifestação Nacional da CGTP do passado dia 29 de Maio.

Esta manifestação foi das maiores de que há memória em Portugal e foi uma resposta inequívoca dos trabalhadores, indignados contra políticas de ataques continuados e agravados agora com as medidas acordadas entre o Governo PS e o PSD e que na prática se traduzem em mais impostos, menos salários e menos apoios sociais.

A UGT colou-se ao Governo e tenta desmobilizar os trabalhadores num momento em que é evidente que os trabalhadores estão mobilizados porque as políticas de ataque e os acordos entre o PS e o PSD provocam um sentimento generalizado de indignação e de vontade de protestar e lutar e que, por isso, não ficam sem resposta. Afirma que o momento é de crise e que não é hora de lutar. Tem exactamente a mesma posição que a Ministra do Trabalho e o Governo, revelando assim de que lado está. Quem tenta desmobilizar a luta não está do lado dos trabalhadores.

Os trabalhadores estão a ser atacados, prejudicados e a viver pior. A forma que têm de dar combate à situação que se vive é lutando nos locais de trabalho e nas ruas, como aconteceum no dia 29 de Maio, e de todas as formas que sejam necessárias.

A luta continua!

terça-feira, 25 de maio de 2010

POSIÇÃO SOBRE ACÓRDÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

A posição assumida pelo Tribunal Constitucional (TC), no seu Acórdão nº 154/2010, sobre a (in)constitucionalidade da alteração do vínculo de nomeação na Administração Pública, é da maior relevância para a vida de centenas de milhares de trabalhadores.

Por isso, a Frente Comum procedeu a uma análise daquele Acórdão e tomou a posição que se anexa, dando-a a conhecer ao TC e a diversas entidades oficiais.
Nessa posição, a Frente Comum refere designadamente que:
. O TC coloca-se numa posição de acompanhamento das medidas legislativas do Governo, com abandono de um critério de prevalência dos direitos fundamentais dos trabalhadores, fazendo-os ceder a valores organizativos da Administração Pública, de bem menor relevância;
. É inaceitável que o TC conclua que o direito à segurança no emprego não deve ser mais intensamente tutelado do que “o caso relativamente a relações jurídicas a constituir”;
. A afirmação do TC de que a alteração unilateral do vínculo de nomeação - que altera a relação e a posição jurídica entre o trabalhador e a administração – não é “uma situação de todo inesperada” confronta-se com a lógica e a própria realidade.
. Refira-se que um dos argumentos do Governo, que também perpassa pelo Acórdão, é o de que a situação dos mais de 500 mil trabalhadores que são obrigados a passar do vínculo de nomeação para o de contrato de trabalho não se altera, no essencial, pois ficam quase na mesma situação. A ser assim, perguntamos: então porque é que os mudaram? …
Fazemos também aqui uma referência à posição assumida pelas organizações da UGT na Administração Pública.
A Frente Comum não pode deixar de repudiar a atitude de regozijo por elas manifestada, denunciando o seu conluio com o Governo, subscrevendo aquela e outras malfeitorias aos trabalhadores.
A Frente Comum continuará a lutar, em todos os planos, contra esta e outras alterações atentatórias dos direitos dos trabalhadores e por uma Administração Pública de qualidade e eficaz ao serviço do povo português.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

SERÁ OU NÃO SERÁ IMORAL….Como podem eles estar do lado dos explorados e oprimidos.

Ora cá vão uns salariozitos de remediados:


(PODE NÃO PARECER, MAS SÃO VALORES MENSAIS!!!!....)

-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros

-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 Euros

-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros

-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros

-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros

-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros

-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros

-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euros (este é que pode pagar mais IRS)

-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros

-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euros

-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros

-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros

-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros

-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros

-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros

-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola !! )

-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros

-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros

-Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros

-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros



E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... Vilanagem É um fartar enfim! E pedem contenção!!

Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''.

E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, Mas são de nomeação política .. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
TUDO NOSSO DINHEIRO QUE ALIMENTA ESTE BANQUETE, ONDE A CRISE NÃO BATE À PORTA E Onde há aumentos PARA SEMPRE Amigos


PODE NÃO PARECER, MAS ESTES SÃO VALORES MENSAIS!!!!....

Reunião PCP com a CGTP Declaração de Jerónimo de Sousa



Realizou-se, hoje, na sede do PCP, um encontro entre delegações do PCP e da CGTP/IN. Esta reunião visou analisar a situação actual dos trabalhadores e do movimento sindical face a grave ofensiva das políticas do Governo PS com apoio do PSD. O PCP valorizou aquilo que constituirá uma resposta dos trabalhadores: a manifestação de dia 29 Maio.

Política - Austeridade acentua mobilização política e sindical - RTP Noticias, Vídeo



MANIFESTAÇÃO NACIONAL - 29 DE MAIO - LISBOA

Estamos em luta porque não podemos aceitar:


congelamento dos salários até 2013;

novos ataques na aposentação;

mais cortes nos apoios sociais;

a repressão do SIADAP;

diminuição de pessoal e aumento da precariedade.

No próximo sábado 29 de Maio vamos demonstrar nas ruas que se o PEC é contra os trabalhadores, os trabalhadores vão lutar contra o PEC e contra todas as medidas de ataque que de forma mais ou menos explícita o Governo e os seus aliados nos querem impor como mais cortes nos salários, no 13º mês e mais sacrifícios para os trabalhadores, tudo para assegurar que a banca e os grandes grupos económicos mantém lucros obscenos, salários e prémios milionários e sempre à custa de quem trabalha.


Juntos, trabalhadores dos sectores público e privado e as suas famílias vão rejeitar o PEC e a política de ataque aos direitos de quem trabalha.

(ver comunicado em pdf)

Aumento dos impostos é novo roubo nos salários!

As medidas agora propostas pelo Governo PS e acordadas com o PSD – baixam salários, aumentam preços -, aprofundam as já gravosas medidas inscritas no PEC 2010/2013, contra os direitos dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos.

Temos de protestar, mostrar a nossa indignação, exigir outras políticas.

Participa na Manifestação Nacional do dia 29 de Maio!


Medidas de austeridade lançadas pelo Governo. Declarações de Carvalho da...

Movimento da Contratação Colectiva

As alterações introduzidas com o novo código do trabalho, particularmente as que respeitam ao regime da caducidade, têm sido utilizadas pelo patronato como instrumento de chantagem para alcançar os seus objectivos de aprofundar a política de baixos salários, alargar os horários de trabalho, generalizar o emprego precário, impor a desregulamentação das condições de trabalho contratualmente estabelecidas.

DOCUMENTO

terça-feira, 18 de maio de 2010

AUMENTO DO DESEMPREGO EXIGE MUDANÇA DE POLÍTICAS E MAIOR PROTECÇÃO SOCIAL

Desemprego a subir


Os portugueses estão a ser cada vez mais fustigados pelo desemprego. O desemprego oficial – calculado pelo INE – já vai em 592 mil pessoas, tendo aumentado em mais de 96 mil entre o 1º trimestre de 2009 e o 1º trimestre deste ano. A taxa de desemprego correspondente é de 10,6%.
O desemprego de longa duração cresceu 42% em apenas um ano, tendo um peso de 51,5% no total. A generalidade das regiões tem taxas de desemprego superiores a 10%, destacando-se pela negativa o Algarve (13,6%) e o Norte (12,5%). Os jovens e as mulheres continuam a ser as principais vítimas deste flagelo.
Na verdade o desemprego atinge cerca de 730 mil pessoas, sendo a taxa real de desemprego de 12,9%, se considerarmos os inactivos disponíveis e o subemprego visível.
Os dados do desemprego registado em Abril pelo IEFP confirmam a continuidade do crescimento do desemprego. Em apenas um ano o número de desempregados subiu 16,1%. Por mais manipulações que o Governo faça dos números e da chamada desaceleração nos últimos seis meses, a verdade é que, nesse período, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 47 mil.

Subsídio de desemprego a baixar

Para além dos mais de 200 mil desempregados sem acesso ao subsídio de desemprego, os montantes pagos estão a diminuir. Em Março de 2010 cada beneficiário recebeu, em média, 525 euros, quando em 2009 recebia 532 euros. Esta situação está indissociavelmente ligada à diminuição dos salários e ao aumento da precariedade, que continuam a ser, entre outros, elementos responsáveis pela acentuação das desigualdades e injustiças sociais.
Daqui resulta que as alterações impostas pelo Governo ao subsídio de desemprego e ao emprego conveniente, com a finalidade de reduzir salários, generalizar a precariedade e diminuir a protecção social, são erradas e socialmente injustas, pelo que se justifica a sua revogação imediata.

Emprego a cair

De acordo com os dados do INE, o emprego teve uma quebra de 1,8% face ao trimestre homólogo, correspondendo a menos 96 mil postos de trabalho na sua esmagadora maioria ocupados por trabalhadores com menos de 45 anos.
Numa altura em que se agudizam os problemas do endividamento externo, o que se observa é o acentuar da destruição do aparelho produtivo com graves consequências para o desenvolvimento económico e social e para a soberania do país. O sector industrial perdeu 84 mil postos de trabalho no último ano, 42 mil dos quais nas indústrias transformadoras, o que foi acompanhado pela redução do emprego também nas actividades de serviços.
A precariedade grassa e cresce mais, incentivada pelas políticas atentatórias dos direitos dos trabalhadores. O emprego permanente é destruído (100 mil postos de trabalho face ao período homólogo), ao mesmo tempo que crescem os contratos a prazo, o falso trabalho independente e outras formas da “moderna” exploração (+ 56 mil neste período), o que abrange mais de 23% dos trabalhadores.

É hora de dizer basta!

O pacote acordado recentemente entre o PS e o PSD, ao invés de promover o desenvolvimento, vai provocar maiores constrangimentos à economia e fragilizar ainda mais a vida da generalidade da população.
É preciso uma nova política que tenha como prioridade os trabalhadores e o povo e não os interesses dos grupos económicos e financeiros.
Por isso, exige-se o abandono das medidas anunciadas pelo Governo do PS e apoiadas pelo PSD.
Para a CGTP-IN é necessário e urgente um novo rumo para a política nacional, que favoreça o crescimento económico, aposte na dinamização do sector produtivo, crie mais e melhor emprego, reforce a solidariedade com os desempregados, promova o aumento do poder de compra dos trabalhadores e das suas famílias.
É este o caminho certo e seguro para retirar o país da situação em que se encontra e lançá-lo na senda do progresso e justiça social.

DIF/CGTP
Lisboa, 18.05.2010

domingo, 16 de maio de 2010

NOVO PACOTE DO GOVERNO, COM O APOIO DO PSD, AGRAVA PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO

Plenário Nacional de Sindicatos - Resolução




Cada vez é mais evidente que não temos uma efectiva governação política do país, mas sim a gestão Sócrates/Passos Coelho subordinada às orientações e decisões dos especuladores financeiros (os primeiros responsáveis da crise) e aos interesses do grande capital, cumprindo as políticas neoliberais dos mandantes da União Europeia.


Existem e exigem-se políticas alternativas

Por isso a CGTP-IN apresentou um conjunto de propostas indispensáveis para a recuperação económica e desenvolvimento do país, para o reequilíbrio das contas públicas pela via do aumento das receitas e da redução das despesas públicas.Exigimos a abolição das medidas fortemente penalizadoras dos desempregados, dos trabalhadores e dos reformados e a adopção de políticas alternativas justas e mobilizadoras da sociedade.

Vamos fazer uma Grande Manifestação Nacional, no próximo dia 29 de Maio, em Lisboa.

Uma grande manifestação de indignação, de confiança no futuro, de exigência de mudança.



Resolução

sábado, 15 de maio de 2010

MANIFESTAÇÃO NACIONAL - 29 DE MAIO - LISBOA

Estamos em luta porque não podemos aceitar:

congelamento dos salários até 2013;


novos ataques na aposentação;


mais cortes nos apoios sociais;


a repressão do SIADAP;


diminuição de pessoal e aumento da precariedade.

No próximo sábado 29 de Maio vamos demonstrar nas ruas que se o PEC é contra os trabalhadores, os trabalhadores vão lutar contra o PEC e contra todas as medidas de ataque que de forma mais ou menos explícita o Governo e os seus aliados nos querem impor como mais cortes nos salários, no 13º mês e mais sacrifícios para os trabalhadores, tudo para assegurar que a banca e os grandes grupos económicos mantém lucros obscenos, salários e prémios milionários e sempre à custa de quem trabalha.


Juntos, trabalhadores dos sectores público e privado e as suas famílias vão rejeitar o PEC e a política de ataque aos direitos de quem trabalha.

(ver comunicado em pdf)

ESTADO DA REGIÃO - 13 DE MAIO 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

REUNIÃO DA CPCS (5 de Maio) SOBRE AS ALTERAÇÕES AO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO E AO EMPREGO CONVENIENTE

Como é do conhecimento geral, o Governo reafirmou a intenção de avançar com a alteração dos critérios de atribuição do subsídio de desemprego e do emprego conveniente. A concretização destas propostas propiciará a redução do subsídio de desemprego, assim como a baixa dos salários dos empregos a criar, o aumento da precariedade e a diminuição da protecção social no futuro.
Estas medidas são erradas no plano económico e injustas no plano social. O combate ao desemprego não se faz atacando os direitos dos desempregados e acentuando a actual matriz de crescimento, responsável pelas injustiças e desigualdades sociais. A aposta tem de passar pelo crescimento económico, a melhoria do poder de compra dos salários e das pensões, a criação de mais e melhor emprego, enquanto elementos determinantes para o desenvolvimento económico e social do país.
A CGTP-IN ao longo deste processo não só denunciou e combateu as propostas do Governo, apoiadas com mais ou menos discrição, pelas confederações patronais e a UGT, como apresentou propostas e soluções.
Independentemente de entrarmos na fase de elaboração da legislação, este não é um processo encerrado.
Por isso, importa prosseguir a denúncia, aumentar a contestação e exigir o abandono destas propostas. Neste contexto e no âmbito da discussão desta problemática, na reunião realizada no dia 5 de Maio, importa referir:
A CGTP-IN denunciou a forma como todo este processo foi desencadeado pelo Governo. Os pressupostos de partida foram subvertidos quando o 1.º Ministro mentiu ao afirmar que havia desempregados com um subsídio de desemprego superior aos salários que auferiam anteriormente. Por outro lado, ao anunciar, com o apoio do Presidente do PSD, que o Governo iria avançar com cortes no subsídio de desemprego e a obrigatoriedade na aceitação de emprego com baixos salários, definiu, desde logo, os desempregados e os trabalhadores como os alvos das suas politicas. Na prática, o Governo tentou, mais uma vez, utilizar a CPCS para encenar um processo negocial que, há partida, já estava destinado a atacar os que menos põem e têm e a corresponder aos objectivos do patronato, no que respeita à redução dos salários.
Num quadro em que o desemprego atingiu os 10,5% em Março (Eurostat) e o valor médio do subsídio de desemprego baixou para 525€, em Fevereiro (a média foi de 532€ em 2009), tais factos justificavam, só por si, o abandono das propostas apresentadas pelo Governo. Mais do que legislar contra os desempregados, o que se justificava e exige, é reforçar a protecção social.
Os exemplos que se seguem são elucidativos dos cortes que o Governo pretende fazer no subsídio de desemprego. Um rendimento líquido, embora varie conforme o agregado familiar do trabalhador, dá para fazer, entre outras, as seguintes simulações:
Um trabalhador com rendimento de referência bruto de 700 euros, em que haja dois titulares, o trabalhador teria uma diminuição no subsídio cerca de 9 euros por mês.
No caso de ter 850 euros de rendimento de referência bruto, se for só um titular tem uma quebra de 10.63 euros, se for dois titulares 23,38 euros mensais.
E um trabalhador com o rendimento de 1.050 euros brutos tem uma quebra de 28.88 euros no subsídio de desemprego; se for dois titulares 52.88 euros.
Um trabalhador com 1.300 euros de rendimento de referência bruto que representa 1.053 líquido, veria o subsídio de desemprego diminuir em 55 euros mensalmente se fosse o único titular; e se fosse dois titulares 94,25 euros.
Estes valores foram calculados na base das taxas aplicadas em 2009, porque se forem aplicadas as taxas de 2010 serão certamente maiores as diferenças.
Apesar da Ministra, quando confrontada pela CGTP-IN numa reunião anterior, ter assumido que não haveria qualquer redução da protecção social, os dados disponíveis demonstram que faltou à verdade, razão pela qual não pode deixar de assumir as suas responsabilidades, aliás como ontem lhe transmitimos frontalmente.
Como se pode verificar, estamos perante uma flexigurança à portuguesa. Depois da flexibilização das relações de trabalho, através da revisão da legislação laboral e do ataque à contratação colectiva, da reforma da segurança social com a introdução do factor de sustentabilidade, do aumento da precariedade, a prometida segurança traduz-se na redução do subsidio de desemprego, na diminuição dos salários e na aproximação, de um número cada vez maior de trabalhadores, do limiar da pobreza.
Para além da posição da CGTP-IN, já expressa e fundamentada publicamente, a generalidade das confederações patronais apoiou a proposta do Governo. Aqui a excepção foi a CIP, não por não estar sintonizada com as propostas governamentais, mas por questões tácticas, dado que não tem interesse em ficar amarrada a compromissos com este Governo, num momento em que vislumbra uma eventual alternância do PSD, no futuro.
Quanto à UGT, continuou igual a si mesma e àquilo a que nos habituou desde a sua criação.
Tendo presente a contestação que as medidas do Governo estão a gerar junto da opinião pública, é indispensável que façamos um esforço para intensificar a sensibilização dos trabalhadores e da população para este problema, articulando a sua discussão com as nossas reivindicações e o apelo à sua participação na Manifestação Nacional que vamos realizar no dia 29 de Maio.

Registos multimédia das comemorações do 1º de Maio de 2010



Alguns registos multimédia das comemorações do 1º de Maio de 2010:

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Manifestação Nacional de Jovens Trabalhadores

A manifestação de 26 de Março de 2010, promovida pela Interjovem/CGTP-IN, constituiu um dos maiores coros de protesto dos jovens portugueses. Desemprego e precariedade, emprego com direitos e trabalho digno, deram o mote à marcha da juventude que, entre a Praça do Município e o Palácio de São Bento, contestou o poder despótico do engrenheiro Sócrates e da entourage que considera o PEC e as suas medidas como inevitáveis, mesmo que à custa e graças ao sacrifício dos trabalhadores e das mais desprotegidos.

PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO 2010-2013 - APRECIAÇÃO E PROPOSTAS DA CGTP-IN



•O corte da despesa é dirigido aos grupos sociais mais desfavorecidos e vulneráveis;

•A política de redução do défice público é socialmente injusta;

•As privatizações retiram ao Estado um importante instrumento para o desenvolvimento do país;

•Não existe uma estratégia de desenvolvimento

quinta-feira, 25 de março de 2010

ACORDO LABORAL DAS LAJES União de Sindicatos exige demissão de André Bradford

A União de Sindicatos de Angra do Heroísmo exigiu ontem a demissão do secretário regional da Presidência, André Bradford, acusando este membro do executivo açoriano de “não ter defendido o cumprimento do acordo laboral” da Base das Lajes.
“Face a este cenário e ao acumular de situações sobre esta matéria, o nosso entendimento é que o secretário (regional da Presidência) não tem condições para continuar a exercer as suas funções”, afirmou Vítor Silva, numa conferência de imprensa em Angra do Heroísmo.
O dirigente sindical frisou que “os números divulgados pelo secretário regional na Assembleia Legislativa dos Açores contradizem os divulgados na comunicação social”.
Vítor Silva referia-se a declarações públicas de André Bradford sobre os aumentos salariais dos trabalhadores portugueses ao serviço das forças norte-americanas em anos anteriores, nomeadamente em 1997, cujos valores não revelou ao parlamento regional.
Nesse sentido, considerou que, “ou faltou à verdade na comunicação social ou omitiu dados à Assembleia Regional o que, em qualquer da situações, é grave, descredibilizando-o pessoal e institucionalmente”.
Vítor Silva revelou que vai dar conta da exigência de demissão de André Bradford ao presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, disponibilizando também aos grupos parlamentares informação sobre as divergências que foram detectadas nos valores divulgados pelo secretário regional.
No encontro com os jornalistas, a União de Sindicatos de Angra do Heroísmo reafirmou que a dívida do destacamento militar norte-americano aos trabalhadores portugueses da Base das Lajes ascende a 16 milhões de euros, rejeitando o montante de 177 mil euros apenas relativo aos anos de 2006 e 2007.

domingo, 21 de março de 2010

O GOVERNO NÃO PODE ILUDIR A REALIDADE: O DESEMPREGO CONTINUA A AUMENTAR

O desemprego aumenta e tem tendência para continuar a subir nos próximos tempos pese embora a limpeza de ficheiros que o IEFP continuamente vem fazendo. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego ultrapassou os 561 milhares em Fevereiro de 2010, o valor mais alto de sempre. Perante esta situação, para a CGTP-IN, o que se justifica é o reforço da protecção social e não a sua fragilização, como o Governo defende na proposta de Programa de Estabilidade e Crescimento que apresentou recentemente na Assembleia da República.

Comunicado de Imprensa n.º 014/10

PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO 2010-2013 - POSIÇÕES DA CGTP-IN



PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO 2010-2013 - POSIÇÕES DA CGTP-IN



http://cgtp.pt/images/stories/imagens/2010/03/pec2010_13.pdf

quarta-feira, 3 de março de 2010

PCP Açores quer consulta pública ao novo Acordo da Base das Lajes

O PCP/Açores defendeu hoje que o novo acordo laboral da Base das Lajes, na Terceira, deve ser "sujeito obrigatoriamente a uma consulta pública", considerando que o novo texto "legitima incumprimentos" anteriores da parte norte-americana.
"Reiteramos a oposição ao texto do novo acordo laboral da Base das Lajes e consideramos que deve ser objeto de apreciação conjunta pela Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e pela Comissão de Trabalho da Assembleia da República e deve ser sujeito obrigatoriamente a uma consulta pública", afirmou Aníbal Pires, coordenador regional do PCP/Açores.
Aníbal Pires, que falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, justificou a realização da consulta pública alegando que o processo negocial do novo acordo relativo aos trabalhadores portugueses ao serviço das forças norte-americanas na Base das Lajes "foi sempre enformado pelo segredo e pelo esconder".
"Não existiu uma audição dos trabalhadores e dos sindicatos, nem se envolveram os partidos políticos na região na discussão destas questões. O novo acordo apenas vem legitimar os incumprimentos e deixa em divida entre 13 a 14 milhões de euros dos EUA aos trabalhadores portugueses", afirmou.
O novo acordo laboral, assinado entre Portugal e os EUA em meados de julho, foi aprovado pelo governo português em janeiro, mas terá ainda que ser ratificado pela Assembleia da República.
As consequências sociais da transferência da fábrica da Cofaco do Faial para o Pico mereceram também a atenção do PCP Açores.
Aníbal Pires defendeu que o governo regional tem legitimidade para intervir na questão, tanto devido aos direitos dos trabalhadores envolvidos, como para proteger a economia do Faial.
O PCP Açores declarou ainda positivas, embora tardias e insuficientes, as intervenções do governo regional na Sinaga e na Verde Golfe.
António Gil com agência Lusa

terça-feira, 2 de março de 2010

O DADOS DO DESEMPREGO, EM PORTUGAL, NÃO ENGANAM


O desemprego continua a aumentar em Portugal. Dados do Eurostat divulgados hoje mostram que a taxa de desemprego se situa já em 10,5%, tendo subido mais de 2 pontos percentuais relativamente a Janeiro de 2010, altura em que a taxa de desemprego era de 8,5%. A taxa de desemprego subiu também face a Dezembro em 0,2 pontos percentuais.

OS TRABALHADORES E O PAÍS PRECISAM DE AUMENTO DOS SALÁRIOS E NÃO DO SEU CONGELAMENTO

A decisão do Governo PS\Sócrates de congelamento dos salários dos trabalhadores do Sector Empresarial do Estado à semelhança do que tenta impor à Administração Pública, é desajustada do ponto de vista político, errada do ponto de vista económico e intolerável no aspecto social. A concretizar-se, penalizaria fortemente estes trabalhadores que prestam um importante serviço às populações e não deixaria de ter repercussões na dignificação daqueles que levam à prática tão importantes funções sociais.


O GOVERNO PROVOCA A CRISE OS TRABALHADORES DA FUNÇÃO PÚBLICA É QUE PAGAM

O incidente ontem registado no serviço de atendimento ao público das Caldas da Rainha, do Instituto da Segurança Social, com a grave agressão de um utente a uma trabalhadora daquele Instituto é, fundamentalmente, o resultado da política social de direita, levada a cabo por este Governo e pelos anteriores que tem conduzido a atitudes desesperadas por parte de cidadãos que se vêem confrontados com o desemprego e a falta de protecção social nessas circunstâncias.

Adiada transferência de trabalhadores para o Pico

Adiministração da COFACO enviou cartas aos trabalhadores da fábrica do faial a dar conta de que a transferência para a unidade fabril do Pico só irá ocorrer a 15 de Março.Hoje, a empresa, o Governo e os sindicatos reúnem-se na Horta para avaliar a situação.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Assembleia Municipal da Horta – Unanimidade na defesa da fábrica da COFACO do Faial

Na passada quinta-feira dia 25 de Fevereiro de2010, reuniu a Assembleia Municipal da Horta que aprovou por unanimidade dois votos de Recomendação e uma Moção (um Voto do PS e outro do PSD e uma Moção da CDU) em relação ao encerramento da COFACO na Ilha do Faial.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Conselho de Ilha aprova moção para manter fábrica da COFACO aberta no Faial

O Conselho de Ilha aprovou, na passada segunda-feira 22/02/2010, por unanimidade, uma moção apelando ao Governo Regional para que encontre formas de apoio que permitam manter a fábrica da COFACO do Faial aberta.
A moção, apresentada pelo representante da União de Sindicatos da Horta, João Decq Motta, considera que esta solução seria uma forma de dar «pleno significado a todos os apoios financeiros que a COFACO já teve no passado».

Texto completo da Moção

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Na Madeira, no próximo dia 4 de Março, os trabalhadores da Administração Pública não fazem greve

Os Sindicatos da Frente Comum, perante a catástrofe natural que assolou a Madeira, manifestam a sua solidariedade à população madeirense e o seu profundo pesar pela perda de vidas humanas.
A trágica situação criada pelo violento temporal, além de necessitar de uma resposta imediata e de apoios financeiros, à escala nacional e europeia, necessita também da intervenção e acção dos trabalhadores – e, designadamente, dos trabalhadores da Administração Pública – no sentido de darem o seu contributo para que as graves dificuldades com que a população se debate possam ser minimizadas.
Por isso, os Sindicatos da Frente Comum desmarcam, na região da Madeira, a greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública convocada para o próximo dia 4 de Março.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sindicato apela à greve nacional

O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores (STFPSA) criticou ontem a intenção do Governo de congelar os salários em 2010, apelando à participação dos trabalhadores açorianos na greve nacional de 4 de Março. “É uma atitude antidemocrática, que não faz sentido”, afirmou João Decq Mota, da direcção regional do STFPSA, frisando que o executivo liderado por José Sócrates “impõe sacrifícios sempre aos mesmos”. O dirigente sindical, que falava numa conferência de imprensa na Horta, apelou aos trabalhadores açorianos para que adiram à greve nacional convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública. Segundo o sindicalista, o congelamento dos salários não se compreende, numa altura em que o Orçamento de Estado prevê um aumento de 3,6% nas despesas dos gabinetes dos membros do governo.

LUSA
Som da noticia da ATENA1/Açores - noticiário das 18.00 Horas dia 19 02 2010

Governo dos Açores impôs quotas na avaliação dos trabalhadores da função pública

Publicado: 2010-02-19 11:00:58

Actualizado: 2010-02-19 11:17:14
Por: Carlos Tavares
Esse facto espanta os Sindicatos, uma vez que, de acordo com o dirigente sindical João Decq Mota, a existência de quotas não estava incluída no modelo de avaliação, negociado com o Governo.
João Decq Mota disse à Antena 1 / Açores que "tinha ficado garantido que o sistema de quotas não era para aplicar no arquipélago, pelo menos, nos moldes em que é aplicado no Continente".
Para o sindicalista, desta forma "o Governo quebra a promessa, impondo quotas para a progressão dos trabalhadores da Administração Pública da Região Autónoma ".
Por discordar desse modelo, por causa do congelamento dos salários e das penalizações das reformas antecipadas, o Sindicato da Funçao Pública dos Açores vai aderir à greve nacional, marcada para o dia 4 de Março.
Noticia: Antena 1 / Açores

domingo, 21 de fevereiro de 2010

SINDICATO APELA À GREVE NACIONAL

CGTP-IN manifesta-se solidária com os trabalhadores e o povo madeirense

Face à catástrofe que atingiu a Madeira, provocada pela intempérie que assolou a região, a CGTP-IN manifesta-se solidária com os trabalhadores e o povo madeirense e, em especial, com as famílias das vítimas. A gravidade da situação resultante desta calamidade leva a CGTP-IN a revelar também a sua preocupação com as famílias e os trabalhadores afectados e a chamar a atenção para a necessidade do reforço das medidas sociais de apoio.


Mensagem da Confederação Europeia de Sindicatos



Devastation on Madeira: ETUC expresses its condolences






Inondations à Madère : la CES exprime ses condoléances





Mensagem do Secretário-Geral da Confederação Europeia de Sindicatos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CGTP-IN NO FÓRUM INTERNACIONAL SOBRE GLOBALIZAÇÃO ECONÓMICA E OS SINDICATOS

Graciete Cruz, Secretária de Relações Internacionais da CGTP-IN, representa a Central na 6ª edição deste Fórum Sindical Internacional, que se realiza em Pequim, capital da República Popular da China, em 25 e 26 de Fevereiro de 2010, sob o tema “A acção sindical no quadro da actual crise”. Este Fórum Sindical anual, promovido pela Confederação Sindical Chinesa, realiza-se desde 2004 e conta com a participação de diversas organizações sindicais de âmbito mundial, regional e nacional.

TAXA DE DESEMPREGO MAIS ELEVADA DAS ÚLTIMAS TRÊS DÉCADAS


Os dados hoje divulgados pelo INE, relativos à evolução do desemprego em Portugal demonstram o rumo errado e anti-social das políticas que vêm sendo implementadas. O número médio de 528,6 mil desempregados em 2009 é o mais elevado das três últimas décadas. Por outro lado, de acordo com a informação do IEFP, o desemprego continua com tendência para aumentar, como confirmam os 560 312 desempregados inscritos nos Centros de Emprego em Janeiro de 2010, mais 25,1% que em Janeiro de 2009 e 6.8% em relação a Dezembro de 2009.


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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A União de Sindicatos da Horta não aceita a decisão da administração da Cofaco de encerrar a fábrica de conservas da ilha do Faial.

Os Sindicalistas afirmam que a deslocalização dos trabalhadores para a ilha do Pico vai criar graves dificuldades à economia do Faial e exigem que o Presidente do Governo se pronuncie sobre o assunto.
Desde Dezembro do ano passado, a Cofaco já despediu 22 funcionários que trabalhavam na fábrica de conservas do Faial, trabalhadores que estavam quase a entrar para o quadro, mas que foram para o fundo de desemprego, porque a empresa pretende encerrar a unidade fabril da ilha.
João Decq Mota, da União de Sindicatos da Horta, discorda da decisão, não percebendo a razão pela qual "se encerra uma fábrica, construída de raíz, com fundos comunitários, e que já não seja considerada operacional".
Dos 67 trabalhadores iniciais, restam 45, que a Cofaco quer transferir para a ilha do Pico.
Mas, muitos poderão "acabar no desemprego e a sua maioria não aceita a rescisão por justa causa e o fundo de desemprego não é duradouro" - diz ainda Decq Mota.
As repercussões desta situação poderão ser desastrosas para a economia local, porque, como adianta o Sindicalista - "esses postos de trabalho são fundamentais para o desenvolvimento da economia do Faial."
João Decq Mota apela às forças vivas do Faial para que se empenhem nesta causa e espera que o presidente do Governo Regional tome uma posição bem clara e se pronunciasse sobre o assunto, o que não o fez, até ao momento".
Noticia da antena 1/AçoresRicardo Freitas / Carlos Tavares


Áudio
antena1/Açores
Reportagem RTP/Açores

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

As pensões por acidente de trabalho ainda não foram actualizadas

A CGTP-IN dirigiu hoje uma carta à Ministra do Trabalho e Solidariedade Social e ao Ministro de Estado e das Finanças a exigir a urgente publicação da portaria, para que os sinistrados do trabalho vejam as suas pensões actualizadas. É pelo terceiro ano consecutivo que a CGTP-IN tem de lembrar o Governo para que estas prestações sejam aumentadas, como as demais, no dia 1 de Janeiro. Aliás, é o único caso a nível da protecção social em que isto sucede, porque há o esquecimento de fazer publicar a portaria necessária, com o grave e evidente prejuízo dos beneficiários a todos os níveis.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

POSIÇÃO DA CGTP-IN SOBRE O ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2010

O ORÇAMENTO DE ESTADO APRESENTADO PELO GOVERNO PARA 2010 NÃO SERVE O PAÍS


Pelas razões que expõe e fundamenta, a CGTP-IN manifesta a sua firme oposição ao Orçamento de Estado para 2010: ele representa a continuidade de uma política vazia de estratégia de desenvolvimento, que tem conduzido ao acentuar da divergência real com a União Europeia; aprofunda a política de redução salarial; diminui o investimento público e acentua a política de privatizações; não estimula o indispensável crescimento do emprego; acentua desigualdades e injustiças, designadamente pela política fiscal adoptada; fragiliza os direitos dos cidadãos na saúde, no ensino, na segurança social; agrava as condições de vida e de trabalho da esmagadora maioria dos portugueses.

POSIÇÃO DA CGTP-IN

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

CGTP-IN SOLIDARIZA-SE COM A LUTA E UNIDADE DOS ENFERMEIROS

A CGTP-IN saúda a luta das enfermeiras e dos enfermeiros portugueses e a sua empolgante e franca adesão à jornada de greve desenvolvida nestes 3 dias em defesa dos seus direitos e justas reivindicações e contra a precariedade no emprego.
É inaceitável a desvalorização social e a gritante falta de respeito de que estão a ser alvo por parte do governo, quer no quadro da Administração Pública, quer no quadro da sua justa e natural evolução salarial e de carreira profissional.
O que os enfermeiros, pela sua unidade e luta e a sua estrutura sindical, conquistaram para dignificarem a sua profissão e consequentemente a sua carreira, e que exigiu um nível de habilitações superiores, tiveram repercussões muito importantes para os utentes do Serviço Nacional de Saúde e outros serviços de saúde, dado ter havido uma melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados por estes profissionais.
É por demais evidente que há um forte reconhecimento da população pelo empenho, dedicação e responsabilidade das enfermeiras e dos enfermeiros no desempenho da sua profissão.
Manter a luta, com um forte sentido de unidade, em defesa das propostas sindicais, que correspondem a anseios profundos e enraizados na classe, é imprescindível de forma a garantir o seu êxito e constitui a resposta certa ao caminho de afrontamento que o governo resolveu trilhar.
A CGTP-IN está solidária com a luta prosseguida e exorta os enfermeiros portugueses a participar activa e empenhadamente na defesa dos seus justos direitos e reivindicações

A RETIRADA DE DIREITOS NA APOSENTAÇÃO, A OFENSA À CONSTITUIÇÃO E O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

O Tribunal Constitucional, com o recente Acórdão nº 3/2010, em processo de fiscalização abstracta sucessiva de matéria do regime de aposentação dos trabalhadores da Administração Pública, prestou-lhes um mau serviço, bem como à comunidade jurídica. Competindo àquele Tribunal, no que toca aos direitos sociais, traçar as fronteiras daquilo que é jurídico-constitucionalmente permitido ou não ao legislador ordinário, colocou-se, uma vez mais, numa posição de auto-controlo comedido ou de contenção normativa e, até, de condescendência com as opções daquele legislador.